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Dispneia

Crianças que sofrem de doença respiratória recorrente podem desenvolver dispneia, ou respiração desconfortável. A dispneia é uma resposta primária e protetora para ajudar a aumentar o oxigênio em nosso sistema. A dispneia em um novo episódio de doença respiratória pode melhorar com o tratamento para a causa da doença. Durante o declínio, quando o tratamento de problemas respiratórios crônicos pode ter menos benefício, a dispneia pode às vezes ser diminuída com o tratamento dos sintomas. 

Sua Equipe:

Pediatra

Um profissional médico que pratica medicina geral.

Pneumologista

Médico especialista no diagnóstico e tratamento de distúrbios do sistema respiratório; os pulmões e outros órgãos associados com a respiração.

Otorrinolaringologista (ORL)

Médico especialista no diagnóstico e tratamento de doenças do ouvido, nariz e garganta (ORL).

Médico de Cuidados Complexos

Um especialista multidisciplinar que ajuda a gerenciar os desafios médicos, sociais e emocionais dos cuidados complexos e/ou de longo prazo.

Médicos de Cuidados Paliativos

Um especialista cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida de seus pacientes ao longo de sua doença, independentemente do estágio, através do alívio da dor e de outros sintomas dessa doença.

O pediatra do seu filho(a) ajudará a avaliar novos problemas quando ele(a) apresentar sintomas respiratórios. Um pneumologista, otorrinolaringologista ou médico de cuidados complexos pode considerar e tratar as causas crônicas de sintomas respiratórios. Os médicos de cuidados complexos e cuidados paliativos podem pensar em diferentes opções para controlar os sintomas respiratórios recorrentes que estão causando sofrimento ao seu filho(a).

O Que Seu Filho Pode Vivenciar

A dispneia é uma sensação desagradável que pode deixar os músculos tensos. A tensão dos músculos da parede do tórax torna mais difícil a expansão dos pulmões, causando uma respiração rápida, mas superficial. A dispneia também é referida como falta de ar ou fome de ar.

Assim como a dor, a dispneia pode ser difícil de avaliar em crianças não verbais. Você e a equipe médica podem determinar como é a dispneia em seu filho(a) e quando uma doença respiratória está causando sofrimento. As características podem incluir uma expressão facial alterada, como caretas, olhar ansioso ou com medo, parecer inquieto e/ou uma frequência cardíaca elevada. Os sinais de aumento do esforço respiratório incluem narinas dilatadas e uso dos músculos entre as costelas. Você saberá quando seu filho(a) está mais confortável observando a expressão facial dele(a).

A equipe médica avaliará se os problemas respiratórios são dispneia ou o resultado de outra condição. Muitas crianças com CNG também são tratadas para espasticidade, um possível fator que contribui para problemas respiratórios. O tratamento direcionado aos sintomas pode ser possível; por exemplo, a equipe de cuidados paliativos pode sugerir medicamentos e/ou dispositivos (como ar fresco de um ventilador direcionado para o rosto), reposicionamento e um ambiente tranquilo. Também é possível que a equipe de cuidados paliativos sugira o uso de morfina ou outro medicamento opioide, que atua em vários receptores por todo o corpo para ajudar a diminuir o desconforto associado à respiração angustiante.

As doenças respiratórias recorrentes e os desconfortos respiratórios do seu filho(a) podem parecer assustadores e avassaladores. Saber que o desconforto com a respiração pode ser tratado pode trazer alguma tranquilidade. A equipe de cuidados paliativos traz experiência quando os sintomas causados por problemas respiratórios crônicos e recorrentes se tornam mais frequentes. Eles podem discutir o que pode ajudar a diminuir esses sintomas e ajudar você a considerar as opções oferecidas pela equipe médica. 
 
A perspectiva de usar a morfina para controlar o desconforto respiratório pode preocupá-lo, porque muitas vezes é usada como parte do tratamento de fim da vida. Você pode temer que concordar em usar morfina seja desistir de seu filho. Pode ajudar saber que a morfina e outros opioides são eficazes na diminuição do desconforto respiratório em uma dose mais baixa do que a usada para dor, e que o uso de morfina não é automaticamente um sinal de que a vida do seu filho(a) está chegando ao fim. A equipe médica pode estar apenas pensando em como ajudar o seu filho(a) a ter menos sofrimento e a se recuperar. Isso é algo que você pode querer discutir e esclarecer.

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