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Comunicando o Diagnóstico

Após receber o diagnóstico da criança sob sua responsabilidade e passar pelos estágios iniciais de sofrimento e aceitação, é natural que você queira contar a outras pessoas o que descobriu. Talvez deseje obter apoio, mas sem se sentir sobrecarregado por perguntas ou conselhos. Não existe um momento ou método único e correto para compartilhar essa informação. Como cuidador da criança, é você quem decide quando, como e o que compartilhar.

Sua Equipe:

Médicos de Cuidados Paliativos

Um especialista cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida de seus pacientes ao longo de sua doença, independentemente do estágio, através do alívio da dor e de outros sintomas dessa doença.

Psicólogo

Um profissional de saúde mental que usa avaliações psicológicas e terapia da conversa para ajudar as pessoas a aprenderem a lidar melhor com a situação.

Conselheiro Genético

Um orientador médico que pode fornecer informações e aconselhamento sobre como as condições genéticas podem afetar seu planejamento familiar, bem como aconselhar sobre testes e diagnóstico precoce usando seu histórico genético e de seus parceiros.

Um médico de cuidados paliativos ou um psicólogo pode oferecer um espaço seguro para conversar sobre suas preocupações em compartilhar o diagnóstico do seu filho. Um conselheiro genético pode sugerir uma linguagem técnica precisa e apropriada para essa comunicação.

O Que Sua Família Pode Vivenciar

No início de um novo diagnóstico, a criança pode sentir frustração ao lidar com mudanças em seu corpo e habilidades; fala, visão, audição e movimento podem ser afetados. Um especialista na área pode ajudá-lo a antecipar essas mudanças, possibilitando que você explique à criança o que está acontecendo e ofereça segurança. Em algum momento, pode ser útil compartilhar algumas dessas informações com outras pessoas também. 
 
Irmãos provavelmente notarão essas mudanças e poderão ter dúvidas ou preocupações próprias. Se a condição for genética, será importante, em algum momento, abordar a possibilidade de que eles também sejam portadores. Essa é uma conversa que deve ocorrer com o apoio de um conselheiro genético ou profissional de saúde, em um momento apropriado, com linguagem adequada à idade e sensível às necessidades da criança. 
 
Compartilhar o diagnóstico da criança com pessoas fora do núcleo familiar imediato pode ajudar amigos e parentes a compreender melhor o que sua família está enfrentando. Em alguns casos, isso também pode alertar outras pessoas sobre riscos genéticos. É compreensível que você espere empatia e acolhimento. Ter isso em mente pode ajudá-lo a decidir quando, como e quanto compartilhar. Algumas famílias preferem comunicar o diagnóstico apenas após terem tido tempo para assimilar a informação, enquanto outras optam por compartilhar imediatamente. Você pode sentir-se na obrigação de contar a pessoas que participaram da jornada diagnóstica, mas, ainda assim, essa decisão é exclusivamente sua. 
 
Compartilhar informações em etapas é totalmente aceitável e pode evitar que você se sinta sobrecarregado. Pode ser suficiente, num primeiro momento, apenas dizer que seu filho tem uma condição genética, que é progressiva ou que afeta certos sistemas do corpo. Também é válido dizer que você ainda está processando as informações e que compartilhará mais quando se sentir preparado. É provável que as pessoas façam muitas perguntas, mas você não precisa responder até que se sinta pronto para isso. Se a condição da criança for genética, um conselheiro genético pode ajudá-lo a redigir uma carta para os familiares, explicando de forma clara o gene envolvido e as variações genéticas identificadas. A partir dessa informação, cada membro da família poderá decidir como deseja proceder, e é perfeitamente possível que tomem decisões diferentes. 
 
Com o tempo, você pode optar por enviar uma carta ou e-mail mais genérico, ou uma série de mensagens para seus contatos, compartilhando tanto (ou tão pouco) quanto desejar. Isso permite que você mantenha o controle sobre a informação, protegendo-se de perguntas, conselhos ou comentários indesejados. Familiares e amigos tendem a seguir o seu exemplo. Você pode usar esse primeiro contato para divulgar uma campanha de arrecadação, indicar recursos online ou compartilhar outras descobertas úteis. Algumas famílias utilizam as redes sociais para atualizar amigos e conhecidos sobre a situação de seus filhos e da família; outras preferem manter mais privacidade. Não existe certo ou errado, apenas o que for mais adequado para você e sua família. 

É completamente compreensível sentir-se ansioso ao compartilhar o diagnóstico do seu filho. Você pode se sentir vulnerável e exposto, com medo de ser julgado, decepcionado ou ferido pelas reações das outras pessoas. Será que elas vão julgar você? Apoiar você? Afastar-se? 
 
Também é natural querer controlar a quantidade de informações que os outros recebem. Talvez você ainda não esteja pronto para que amigos e familiares saibam todos os detalhes sobre a condição da criança. Pode não ser o momento certo para falar sobre a progressão clínica ou o prognóstico. Compartilhar o diagnóstico pode despertar perguntas para as quais você ainda não tem respostas, ou que simplesmente não deseja abordar naquele momento. 
 
Se a condição da criança tiver origem genética, você pode sentir culpa por acreditar que você e/ou seu parceiro contribuíram, de alguma forma, para essa situação, trazendo dificuldades à família ou à comunidade. Ao mesmo tempo, pode surgir o sentimento de responsabilidade em informar outras pessoas, para que estejam cientes de possíveis riscos genéticos. Esse é um tema importante para discutir com um conselheiro genético, pois envolve diversas considerações éticas. 

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