Skip to content
NeuroJourney Logo

Procurar

Pesquisar em toda a biblioteca ou por microsite

Clique aqui para recursos do NeuroJourney.
Home > Neurojourney > Considerações Médicas > Deglutição e Disfagia
Compartilhar

Deglutição e Disfagia

A deglutição é uma função automática controlada pelo cérebro. Disfagia é o termo médico para dificuldade para engolir. Algumas crianças com CNG apresentam sinais de disfagia desde o nascimento, enquanto outras podem desenvolver disfagia ao longo do tempo devido alterações cerebrais progressivas. Quando o movimento de deglutição não funciona corretamente, a criança pode tossir ou engasgar. Alimentos, líquidos ou até mesmo saliva podem ser aspirados, o que significa que entram nos pulmões (o que pode causar pneumonia). Crianças com dificuldades de deglutição também podem ter problemas para ingerir alimentos e líquidos suficientes para se manterem hidratadas e bem alimentadas. Crianças que não conseguem sentar-se ou ficar em pé podem ter mais problemas com disfagia, pois não contam com a gravidade para ajudar o alimento a descer até o estômago 

Sua Equipe:

Fonoaudiólogo

Um terapeuta que pode avaliar habilidades de fala, linguagem, comunicação cognitiva e orais/alimentação/deglutição, assim como fornecer terapias e tratamentos para resolver quaisquer problemas.

Gastroenterologista

Um médico especialista no diagnóstico e tratamento do estômago e intestinos.

Pediatra

Um profissional médico que pratica medicina geral.

Nutricionista

Especialista em dietas e nutrição, tanto na elaboração proativa de um plano alimentar quanto no tratamento de doenças relacionadas à desnutrição.

Otorrinolaringologista (ORL)

Médico especialista no diagnóstico e tratamento de doenças do ouvido, nariz e garganta (ORL).

Radiologista

Médico especialista no uso de procedimentos de imagiologia médica (raio X, ressonância magnética, tomografia computadorizada, PET) para diagnosticar lesões e doenças.

Terapeuta Ocupacional

Um terapeuta que trata por meio do uso terapêutico de atividades cotidianas. Eles ajudam os pacientes a desenvolver, recuperar, melhorar, bem como manter as habilidades necessárias para a vida diária e para o trabalho.

O médico pediatra pode avaliar e tratar os problemas quando eles começam. Os fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais têm treinamento para lidar com questões sensoriais e motoras da boca para avaliar as habilidades de alimentação. Uma fonoaudióloga, juntamente com um radiologista, realiza um estudo radiológico para avaliar a aspiração. Avaliações adicionais podem envolver um otorrinolaringologista para avaliar as amígdalas, adenoides ou a laringe, um gastroenterologista para considerar a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e/ou um nutricionista para avaliar calorias, hidratação e nutrição.

A deglutição pode ser dividida em três fases:

Fase Oral

Na fase oral, a sucção ou a mastigação move o alimento da boca para a garganta.

Fase Faríngea

Na segunda fase, o alimento ou o líquido desce pela garganta, e o cérebro envia sinais para fechar as vias aéreas para evitar o engasgamento e o risco de alimentos ou líquidos entrarem nas vias aéreas e nos pulmões, o que poderia causar pneumonia.

Fase Esofágica

A terceira fase acontece quando os músculos da garganta se contraem para mover alimentos ou líquidos pelo esôfago (o tubo que conecta a garganta ao estômago) até chegar ao estômago.

O Que Seu Filho Pode Vivenciar

Avaliando a alimentação e a deglutição do seu filho
Os fonoaudiólogos ajudam crianças com dificuldades para comer e beber. Os fonoaudiólogos geralmente têm formação na anatomia e fisiologia do mecanismo de deglutição (ou seja, cabeça e pescoço), enquanto os terapeutas ocupacionais têm uma extensa formação em como os indivíduos processam sensações e coordenam seus movimentos em resposta. Ambos os profissionais podem possuir certificações adicionais, como a de consultora em amamentação. Os fonoaudiólogos podem se tornar especialistas certificados em deglutição por meio de sua licença profissional. Qualquer um desses profissionais pode ser adequado para avaliar o comprometimento de alimentação e deglutição do seu filho (a). 
 
Uma avaliação típica de alimentação e deglutição deve incluir a observação da criança ao comer e beber alimentos e líquidos de sua dieta habitual, seja comendo sozinha ou sendo alimentada. O terapeuta observará como a criança está se alimentando e faz recomendações. Isso pode incluir modificações no ambiente da refeição (por exemplo, onde ele está sentado, como está posicionado, como está sendo alimentado), texturas dos alimentos (por exemplo, triturar alimentos, oferecer purês, engrossar líquidos), sabores (aumentar a intensidade de sabor) ou no treino de habilidades motoras orais (colocar alimentos nas laterais da boca para minimizar a deglutição de pedaços sólidos inteiros e incentivar a mastigação, ensinar a beber em canudos).   
 
Teste
Pode ser recomendado que seu filho (a) faça um estudo de deglutição com bário modificado, também conhecido como estudo videofluoroscópico de deglutição ou estudo de deglutição, para avaliar a segurança da deglutição. A MBS é uma radiografia especial usada para determinar se alimentos ou líquidos estão entrando nos pulmões e causando aspiração. Durante o exame, a equipe médica observa a coordenação da deglutição. A criança recebe alimentos de diferentes texturas e tamanhos (por exemplo, pudim, pão, Biscoito) para mastigar e engolir além de líquidos de diferentes consistências. Pode ser solicitado que você leve para o exame alimentos que a criança normalmente come. Os alimentos/bebidas são misturados com bário, permitindo que o radiologista observe o movimento do alimento da boca para o estômago na radiografia. Pode ser solicitado que a criança mova a cabeça, sente-se ou incline-se para ajudar o radiologista a determinar se posições diferentes ajudam ou dificultam o processo de deglutição.

É um instinto natural querer alimentar seu filho (a) e vê-lo saboreando a comida. Quando você começa a perceber dificuldades para beber, mastigar e engolir, pode sentir-se frustrado(a) e triste. Pode levar mais tempo para preparar a comida e para alimentá-lo(a). Você pode notar que seu filho (a) está desfrutando menos das refeições ao mesmo tempo em que percebe seus próprios sentimentos em relação a esse processo. 
 
Decidir se deve ou não fazer um exame de deglutição pode depender de como os resultados serão utilizados. Algumas famílias sentem-se mais seguras em considerar o uso de uma sonda de alimentação depois que o exame confirma que ela ajudaria a garantir nutrição e hidratação de forma mais segura e previsível. Se alimentar leva muito tempo, a possibilidade de ter mais tempo para outras atividades também pode ser atrativa. Dependendo da condição e tolerância do seu filho (a), pode haver uma solução que combine alimentação por sonda e alimentação oral. Também é possível elaborar um plano para introduzir a sonda ao longo de um período de tempo. 
 
Algumas famílias acreditam que não gostariam de restringir a alimentação oral de seu filho (a), mesmo que um exame de deglutição indicasse que a sonda seria útil. Se esse for o seu caso, também é importante entender como seu filho (a) provavelmente reagirá à alimentação com o passar do tempo; por exemplo, se ele (a) conseguirá ou não manter nutrição e hidratação adequadas. Existe a possibilidade de que seus sentimentos mudem com base nos resultados do exame? Esses são tópicos para discutir com a equipe médica. Não há respostas certas ou erradas, apenas aquilo que você deseja para seu filho (a) e para sua família.

Recursos Relacionados (Inglês)


See more related resources in the library