Cuidados Médicos para Adultos
Durante a infância da criança sob sua responsabilidade, você pode ter construído relações próximas com médicos pediátricos. Agora, com o crescimento da criança, provavelmente será necessário encontrar médicos que atendam adolescentes e adultos. A transição dos cuidados e a formação de uma nova equipe médica exigem tempo e planejamento. Se os médicos não levantarem essa questão, você pode ser o primeiro a perguntar e solicitar suas ideias e apoio.
Sua Equipe:
Um profissional médico que pratica medicina geral.
Um profissional treinado que trabalha com pessoas, grupos e comunidades para ajudá-los a melhorar suas vidas.
Um especialista cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida de seus pacientes ao longo de sua doença, independentemente do estágio, através do alívio da dor e de outros sintomas dessa doença.
A equipe da criança sob sua responsabilidade, incluindo o pediatra particular e especialistas, pode fazer a ponte com médicos que atendem adultos para iniciar a transição. Um assistente social ou médicos de cuidados paliativos também pode fornecer orientação.
O Que Sua Família Pode Vivenciar
Novos Desafios
Ser pai é um compromisso contínuo, especialmente quando o desenvolvimento da criança não acompanha sua idade cronológica. À medida que a criança cresce, novos desafios surgem. Você pode notar que alguns médicos não estão preparados para lidar com condições complexas de início pediátrico em adultos. Os recursos voltados para adultos são, frequentemente, mais limitados em termos de terapias integrativas (como musicoterapia) e apoio psicossocial. Os próprios médicos pediátricos podem expressar preocupação quanto à possibilidade de continuar cuidando da criança à medida que ela envelhece, ou você mesmo pode começar a se questionar.
Planos para a Transição
A maioria dos especialistas recomenda iniciar o diálogo com a equipe principal entre os 14 e 16 anos da criança. Algumas perguntas importantes a serem discutidas incluem:
- Existe um limite de idade para atendimento na clínica pediátrica?
- O médico atual está disposto a continuar o atendimento após esse limite? Isso seria adequado?
- A clínica permite consultas com pacientes adultos? Isso varia de especialista para especialista?
- Há médicos que lidam com as múltiplas condições do seu filho, mesmo que não conheçam a condição de base?
- Qual apoio a clínica oferece na transição? O pediatra recomendará médicos? Permanecerá disponível por um período para responder dúvidas?
- Haverá sobreposição entre a equipe pediátrica e a nova equipe adulta?
- O novo médico ajudará a manter seu filho visível em oportunidades de pesquisa e tratamentos emergentes?
Além disso, procure recursos voltados à transição médica, como por exemplo, programas específicos em hospitais infantis que ofereçam apoio à transição para a vida adulta, levando em consideração as necessidades de crianças adultas totalmente dependentes.
Peça ao pediatra de sua criança que prepare um resumo de saúde portátil e um plano de atendimento de emergência que possa ser compartilhado com os novos médicos. O processo de transição pode ocorrer aos poucos, com a troca de um profissional de cada vez, ou pode ser acelerado por situações como o encaminhamento para um novo especialista em outro hospital, o que pode resultar em muitas mudanças simultâneas. É importante estar preparado para que essas transições aconteçam da forma mais tranquila possível.
Estabelecer confiança com os novos médicos leva tempo. Você pode sentir dor pela perda de serviços conhecidos, frustração e até raiva — tudo isso é compreensível e normal. Com o tempo, você também poderá perceber os benefícios de transitar para os cuidados de adultos, como instalações mais adequadas ao porte físico da criança, equipes especializadas em questões da fase adulta e novas perspectivas sobre o diagnóstico e tratamento.
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