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Disautonomia e Hipotermia

O sistema nervoso autônomo (SNA) regula as funções normais do corpo, como batimentos cardíacos, fluxo sanguíneo, respiração, temperatura corporal, controle do intestino e bexiga, ciclos de sono/vigília e digestão, sem que percebamos. A disautonomia em crianças com CNG é causada por problemas de sinalização nas áreas do cérebro que controlam essas funções autonômicas. A disautomia pode se apresentar de diferentes maneiras e, às vezes, ocorre sem um gatilho ou pode ser causada por um problema temporário, como uma infecção.

Sua Equipe:

Médicos de Cuidados Paliativos

Um especialista cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida de seus pacientes ao longo de sua doença, independentemente do estágio, através do alívio da dor e de outros sintomas dessa doença.

Médico de Cuidados Complexos

Um especialista multidisciplinar que ajuda a gerenciar os desafios médicos, sociais e emocionais dos cuidados complexos e/ou de longo prazo.

Especialista em Medicina Física e Reabilitação

Médico especialista em reabilitação com o objetivo de restaurar e melhorar a capacidade funcional e melhorar a qualidade de vida. Consulte um especialista em ortopedia.

Neurologista

Um especialista no gerenciamento e tratamento de condições neurológicas ou problemas com o sistema nervoso.

Pediatra

Um profissional médico que pratica medicina geral.

O pediatra e os médicos de cuidados complexos do seu filho(a) podem avaliar problemas que podem se parecer com ou desencadear disautonomia. Um neurologista e especialista em medicina física e reabilitação pode fornecer informações sobre como a função cerebral pode estar afetando os sintomas e, em alguns casos, recomendar medicamentos para melhorar os sintomas. Os médicos de cuidados complexos e cuidados paliativos podem coordenar entre especialistas e ajudar a orientar os objetivos de tratamento. 

Disautonomia

Existem duas maneiras pelas quais as alterações no sistema nervoso autônomo (SNA) podem se apresentar: Tranquila e Ativo. A disfunção autonômica pode fazer com que essas alterações ocorram repentina e intermitentemente.

Características Tranquilas

Características tranquilas, às vezes chamadas de “frio” ou “descanso e digestão”, incluem baixa temperatura corporal (hipotermia), baixa frequência cardíaca e baixa pressão arterial. A ausência de outras funções automáticas também pode estar presente, como má circulação nos membros, incapacidade de liberar a urina da bexiga e dificuldade para digerir alimentos. As características tranquilas também podem incluir a diminuição do estado de alerta ou da responsividade, como se a criança estivesse hibernando.

Características Ativas

As características ativas, às vezes chamadas de “calor” ou “lutar ou correr”, incluem batimentos do coração acelerada, pressão arterial alta, temperatura corporal elevada, vermelhidão da pele, sudorese e agitação ou inquietação. Situações que tornam uma pessoa desconfortável, incluindo constipação ou dor musculoesquelética crônica, podem fazer com que o sistema nervoso reaja, o que pode resultar no aparecimento de características ativas.

O Que Seu Filho Pode Vivenciar

Crises Autonômicas
Eventos agudos com características ativas são frequentemente chamadas de crises autonômicas. Durante uma crise, o seu filho(a) pode parecer estar com dores, sentir calor ou suar, ter pele vermelha, sentir um aumento da tensão muscular e/ou exibir tremores ou espasmos nos membros. A frequência cardíaca e a pressão arterial, se medidas, geralmente estarão elevadas. Um evento que persiste pode ser devido a um novo problema, como uma infecção aguda. Às vezes, um gatilho, como a necessidade de cuidados pessoais e reposicionamento ou superestimulação, pode ser identificado. Outras vezes, os gatilhos não podem ser identificados e as crises são difíceis de serem previstas. A equipe médica pode ajudar a desenvolver um plano para gerenciar esses eventos.  
 
O tratamento da disfunção autonômica ativada inclui medicamentos programados ou diários. Como a dor neuropática crônica, o tratamento pode diminuir, mas não prevenir, todos os episódios. As crises autonômicas são frequentemente tratadas com a adição de um medicamento ao plano de tratamento conforme a necessidade. O tratamento eficaz também incluirá identificar e tratar outros problemas, como constipação, espasticidade e/ou outras causas de dor, que podem desencadear e ativar o SNA.

Hipotermia
Crianças com CNG também podem apresentar hipotermia, ou baixa temperatura corporal. A hipotermia é definida como uma temperatura corporal abaixo de 95° F (35° C). Algumas crianças com CNG apresentam quedas recorrentes na temperatura corporal. Isso ocorre porque a temperatura central do corpo é regulada pelo hipotálamo, uma parte do cérebro que conecta os sistemas endócrino e nervoso. Quando o sistema nervoso do seu filho(a) está comprometido, ele(a) pode estar em risco de hipotermia. No entanto, a hipotermia também pode ser um sinal de infecção ou pode ocorrer sem um gatilho claro.  
 
A temperatura corporal cronicamente baixa é controlável. Experimente cobertores, gorros e lenços, almofada térmica (não colocada diretamente sobre a pele e por no máximo uma hora de cada vez) e aumento da temperatura ambiente. A temperatura corporal do seu filho(a) aumentará lentamente com essas intervenções, mas pode levar um tempo – seis a oito horas – para que a temperatura suba até 95°F (35°C).  
 
Meça e registre a temperatura do seu filho(a) duas vezes por dia durante uma semana para desenvolver uma sensação do que é “normal” para ele. Certos sistemas corporais não funcionam de forma tão eficaz em temperaturas mais baixas, por isso é importante conversar com sua equipe médica se a temperatura corporal do seu filho(a) for consistentemente baixa. E, se a qualquer momento o estado basal de saúde do seu filho(a) mudar, ou se você e os médicos do seu filho(a) estiverem observando um novo declínio neurológico, repita o processo. Mantenha registros atualizados no plano de cuidados do seu filho(a). Isso ajudará os médicos a avaliarem se uma mudança de temperatura faz parte do novo valor basal do seu filho(a) ou é um sintoma de outro problema (por exemplo, uma infecção) que deve ser tratado.  

Você é o responsável pelo que é normal para o seu filho(a)– o estado basal – e pode ser o primeiro a notar alterações nas funções dele(a). Isso pode ser assustador e frustrante. Infelizmente, não há como controlar ou resolver algumas das alterações. Como as crianças com disautonomia não sinalizam alterações em seu corpo, elas podem ter sintomas inesperados que os médicos podem inicialmente descartar. Mas você conhece seu filho(a) melhor e pode ser um(a) grande defensor(ar), explicando por que você tem preocupações. Seu a equipe médica pode ajudá-lo a desenvolver um plano de cuidados que descreva o que é mais importante que os novos membros da equipe saibam. Este documento, sempre atualizado, é um bom lugar para criar um entendimento compartilhado. Manter uma cópia com o seu filho(a), ou incorporada ao prontuário eletrônico, quando possível, pode ser de grande ajuda, mesmo que a equipe de cuidados paliativos não esteja presente, como em uma unidade externa, com um novo especialista, com a equipe da escola ou quando seu filho(a) passa dos cuidados pediátricos para os adultos.

Recursos Relacionados (Inglês)


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