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Planejamento Familiar

Após ter um filho com uma condição médica grave, pode ser difícil pensar em uma nova gravidez, especialmente se a condição for hereditária. É comum surgirem sentimentos conflitantes, como medo e expectativa, receio e desejo. Não existem respostas certas ou erradas, pois cada família é única na forma como lida com essa decisão. Buscar informações sobre o risco de recorrência e conhecer as opções disponíveis de triagem e testes pode ser um bom começo para esse processo. 

Sua Equipe:

Obstetra

Médico especializado na gravidez, parto e no sistema reprodutivo da mulher.

Conselheiro Genético

Um orientador médico que pode fornecer informações e aconselhamento sobre como as condições genéticas podem afetar seu planejamento familiar, bem como aconselhar sobre testes e diagnóstico precoce usando seu histórico genético e de seus parceiros.

Psicólogo

Um profissional de saúde mental que usa avaliações psicológicas e terapia da conversa para ajudar as pessoas a aprenderem a lidar melhor com a situação.

Um obstetra pode encaminhá-lo a um conselheiro genético e ajudar a coordenar possíveis opções de triagem ou testes recomendados. O conselheiro genético poderá orientá-lo sobre o padrão de herança da doença do seu filho, além de explicar os benefícios e limitações das diferentes opções de triagem ou testes. Um psicólogo pode oferecer espaço para você falar sobre suas angústias e preocupações, especialmente se você e seu parceiro tiverem opiniões diferentes. 

O Que Sua Família Pode Vivenciar

Visualizando Sua Família 

A decisão de ter ou não outro filho pode despertar muitos sentimentos. Considerar a chegada de uma nova criança está profundamente ligado ao que você imaginava para sua família antes do diagnóstico. Essa reflexão provavelmente envolverá a possibilidade de novos desafios, especialmente se a condição do seu filho tiver origem genética. O mais importante é alcançar paz com a decisão tomada. Abaixo, algumas perguntas que podem ajudar nesse processo: 

  • Quais são seus objetivos ao aumentar sua família? 
  • Você se sente confortável com os riscos, conforme os compreende? 
  • Você e seu parceiro estão alinhados quanto a essa decisão? 
  • Pense no futuro — daqui a cinco ou dez anos: você estará em paz com a decisão tomada hoje? 

Momento para uma Nova Gravidez 

Suas circunstâncias de vida podem influenciar essa decisão, especialmente se você tiver mais idade ou dificuldades para engravidar. Alguns pais preferem tomar essa decisão enquanto o filho doente ainda está vivo; outros optam por esperar até que ele tenha falecido ou que outro marco importante tenha sido alcançado. Pais que estão cuidando ativamente de uma criança doente podem se preocupar com a responsabilidade de cuidar também de um recém-nascido. Alguns podem sentir-se desconfortáveis ao trazer uma nova criança para uma família que já enfrenta grandes desafios. Pais que perderam um filho podem experimentar culpa diante da possibilidade de ter outro, como se estivessem tentando “substituí-lo”, embora a maioria reconheça que nenhuma criança pode substituir outra. Esses sentimentos são válidos. É importante considerar todos esses fatores, mesmo sabendo que o “momento ideal” quase nunca existe. Falar com um terapeuta ou conselheiro genético pode ajudar nesse processo. 

Teste Genético

Se a condição do seu filho puder ser diagnosticada ou monitorada durante a gestação, e você desejar realizar testes genéticos, existem algumas possibilidades a considerar: fertilização in vitro com diagnóstico pré-implantacional, testes genéticos antes da concepção ou testes pré-natais durante a gravidez. Como algumas opções estão disponíveis apenas em determinados períodos, é recomendável que você se consulte com seus médicos antes de engravidar, sempre que possível. Também podem existir fatores culturais ou religiosos que influenciem suas decisões. Um conselheiro genético ou líder espiritual pode ajudá-lo a refletir sobre essas opções e processar os aspectos emocionais envolvidos.

Adoção, Doação de Esperma e Gestação por Substituição

Para algumas famílias, pode parecer mais adequado considerar alternativas, em vez de correr o risco de uma recorrência ou realizar testes durante a gestação. Se uma das partes for portadora conhecida ou se houver histórico de gestações com complicações, alternativas como adoção, doação de esperma ou gestação por substituição podem ser consideradas. Buscar informações junto a agências especializadas pode ser mais um passo útil nesse caminho de decisão.

O processo de decidir ter outro filho após já ter um com uma condição grave envolve diversas questões. É possível que você se depare com decisões difíceis, que desafiem suas convicções morais ou espirituais, e que estejam ligadas à imagem que você idealizou para sua família. Você e seu parceiro também podem perceber diferenças entre os sentimentos e expectativas de cada um. 
 
Você pode ter dúvidas sobre a realização de testes e se perguntar como reagiria caso fosse descoberto que o feto está afetado. Pode refletir sobre a possibilidade de interromper uma gestação, o que, por sua vez, envolve sentimentos e implicações próprias, dependendo das suas crenças pessoais e das opções legalmente disponíveis. Mesmo com informações, é natural ter medo de dar à luz outra criança com a mesma condição. 
 
Você também pode se preocupar com o julgamento alheio ou imaginar como se sentirá no futuro ao tentar ter outro filho ou ao decidir não tentar. Essas são reações compreensíveis, considerando tudo o que sua família já vivenciou. Pode ser útil conversar sobre essas dúvidas com um terapeuta ou conselheiro genético. 

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